Letra y música: Rodolfo
Falar
da vida alheia
Mas que
coisa feia
Sempre
que tu me aperreia
Dá vontade
de te cancrar
Quer
se entregar então se entregue
Me ilumine,
mas não me cague
Em inglês
ovo é egg
Besteira
pra que mudar
E estudar
pra ser doutor
E se
não for vou ser ladrão
E se
não for vou ser cantor
Pra encantar
as multidão
Certa
vez disse véia Tonha:
-"Doido,
só cresce quem sonha!"
Então
acenda essa maconha
Pr'eu
ficar doido doidão
Pr'eu
ficar doido doidão
Vamo
logo essa é a hora
Eu tô
sofrendo com a demora
E não
vim aqui pra brincar
Mais
um segundo a gente estora
Aumentando
a pressão lá fora
Hoje
somos os doido de agora
É uma
questão fumófita
Ramo
querido da herbocinética
Vou trabalhar
pro eleitor
Me eleger
rei da nação
E se
não for vou ser ator
Trabalhar
na televisão
Pois
são nos filmes de amor
Que eu
vejo as cenas de ação
E lá
seus gritos de horror
São...
Minha mulher só
fuma cachimbo de barro
Ela já
sabe que faz mal fumar cigarro
O doutor
disse: "isso aí dá uma tosse
Daquelas
que o cabra cospe até secar a goela"
Cheguei
em casa, falei com minha senhora
Joguei
meu cigarro fora e fumei no cachimbo dela.
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Jorge
Barreiro, «Contemplación»,
óleo sobre tela, 2001. |
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