A NOTIFICAÇÃO DA VIOLÊNCIA CONTRA A CRIANÇA: CONSIDERAÇÕES PRÁTICAS E ÉTICAS
|
(especial para SIIC © Derechos reservados) |
|
O artigo discute as alegações dos profissionais buscando avaliar suas implicações práticas e éticas diante dos limites institucionais dos sistemas de atenção à criança vítima de violência. |
participó en la investigación
Ana Lúcia Ferreira*
Professora Adjunta do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da UFRJ. Doutora em Saúde Pública. Pediatra do Núcleo de Atenção à Criança Vítima de Violência, do Instituto de Puericultura e*
|
|
Recepción del artículo: 7 de Mayo, 2004
|
|
Aprobación: 16 de Septiembre, 2004
|
Resumen
A obrigatoriedade da notificação não tem sido suficiente para levar ao conhecimento das autoridades os casos de violência contra a criança. Os profissionais responsáveis por notificar apresentam várias razões para não fazê-lo, entre elas a dúvida sobre os benefícios que gera para a criança. Esses dados têm sido apresentados em estudos norte-americanos e aplicam-se ao Brasil. Este artigo compara a situação de ambos o países em dois aspectos: as determinações legais acerca da obrigatoriedade da notificação e a atuação das agências de proteção e assistência à ciança e à família. O artigo discute as alegações dos profissionais buscando avaliar suas implicações práticas e éticas diante dos limites institucionais dos sistemas de atenção à criança vítima de violência. As autoras concluem pela necessidade (a) de manter a notificação como forma de proteger a criança vítima de violência; (b) de aprimorar o procedimento de notificar; (c) pela ampliação da troca das informações e intercâmbio entre as agências, tanto no que diz respeito à investigação quanto à proteção da criança e da família; (d) e pela conveniência da postura não adversarial como forma de proteger o bem-estar da criança e seu direito à convivência familiar, nos muitos casos em que isso é possível.
Palabras clave
Notificação da violência contra a criança, abuso e negligência, bem-estar da criança, proteção da criança
Clasificación en siicsalud
Artículos originales> Expertos del Mundo>
página www.siicsalud.com/des/des041/04d13017.htm
Especialidades
Principal: Pediatría
Relacionadas: Medicina Legal
Enviar correspondencia a: Signorini Gonçalves, Hebe,
Artículo completo (castellano)
Extensión:
+/- 31.0 páginas impresas en papel A4
Exclusivo para suscriptores/ assinantes |
Bibliografía del artículo
- Donzelot J. A Polícia das Famílias. Rio de Janeiro: Graal, 1986 (2a. ed).
- Ferreira V, Portela M. Avaliação da subnotificação de casos de AIDS no município do Rio de Janeiro com base em dados do sistema de informações hospitalares do SUS. Cadernos de Saúde Pública 1999; 15, pp 317- 324.
- Foucault M. Vigiar e Punir: história da violência nas prisões. Petrópolis: Vozes, 1988 (6a. ed.).
- Vigarello G. História do Estupro. Violência sexual nos séculos XVI-XX. Rio de Janeiro: Zahar, 1998.
- Gelles RJ. Intimate violence in families. London: Sage, 1997 (3a. ed.)
- Besharov DJ. Overreporting and underreporting are twin problems. In: RJ Gelles & DR Loseke (eds.). Current controversies on family violence. Newbury Park: Sage Publications, 1993, pp 257-272.
- Stein TJ. Legal reports on family violence against children. In: RL Hampton (ed). Family violence: prevention and treatment. London: Sage Publications, 1993, pp 179-197.
- Berkowitz CD, Bross DC, Chadwick et al. Diagnóstico e tratamento do abuso sexual em crianças segundo a Associação Médica Americana. Supl. JAMA Clínica Pediátrica 1994; 2(3):224-232.
- Belsky J. Etiology of child maltreatment: a developmental-ecological analysis. Psychological Bulletin 1993; 114(3):413-434.
- Orr S. Child protection at the crossroads: child abuse, child protection, and recommendations for reform. Reason Public Policy Institut. Policy Study n. 262, 1999 Disponível em http://www.rppi.org/socialservices/101199.html.
- Delaronde SR, King G, Bendel R et al. Opinions among mandated reporters toward child maltreatment reporting policies. Child Abuse & Neglect 2000; 24(7):901-910.
- Finkelhor D. The main problem is still underreporting, not overreporting. In: RJ Gelles & DR Loseke (eds.). Current controversies on family violence. Newbury Park: Sage Publications, 1993, pp 273-287.
- Sadler BL, Chadwick DL e Hensler DJ. The summary chapter - The national call to action: moving ahead. Child Abuse & Neglect 1999; 23(10):1011–1018.
- Huertas JAD. Epidemiología. In: JC Flores, JAD Huertas e CA González. Niños maltratados. Madrid, Diaz de Santos: 1997, pp 15-25.
- Briggs S. Medical issues with child victims of family violence. In: Ammerman RT e Hersen M. Case studies in family violence. New York: Plenum Press, 1991, pp 87-96.
- Wissow LL. Reporting suspected child maltreatment. In: LL Wissow. Child advocacy for the clinician: an approach to Child Abuse and Neglect. Baltimore: Williams & Wilkins, 1990, pp. 201-208.
- Duquete DN. Liberty and lawyers in child protection. In: Helfer RE e Kempe RS. The battered child. Chicago: Un. Chicago Press, 1987, pp 401-422.
- Théry I. Nouveaux droits de l\'enfant, la potion magique Esprit 1992; mars-avril:5-30.
- Théry I. Le probléme du "démariage". Panoramiques 1996; 25:19-22.
- Ferreira AL e Schramm FR. Implicações éticas da violência doméstica contra a criança para profissionais de saúde. Revista de Saúde Pública 2000; 34(6):659-65.
- Berkowitz CD, Bross DC, Chadwick DL et al. Diagnóstico e tratamento do abuso sexual em crianças segundo a Associação Médica Americana. Supl. JAMA/ Clínica Pediátrica 1994; 2(3):224-232.
- Emery RE & Laumann-Billings L. An overview of the nature, causes, and consequences of abusive family relationships. Toward differentiating maltreatment and violence. American Psychologist 1998; 53(2):121-35.
- Camurça M. Considerações sobre a atuação e o funcionamento dos Conselhos Tutelares no município do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: ISER, 1999.
- Fundação Centro de Defesa dos Direitos Humanos Bento Rubião. Visualizando a política de atendimento à criança e ao adolescente: relatório da pesquisa. Rio de Janeiro: Litteris Editora, 1999.
- Gonçalves HS. Infância e violência no Brasil. Rio de Janeiro: Faperj/Nau, 2003.
- Gonçalves HS, Ferreira AL e Marques MJV. Avaliação de um serviço de atenção a crianças vítimas de violência doméstica. Revista de Saúde Pública 1999; 33 (6):547-553.
- Gonçalves HS e Ferreira AL. A notificação da violência intrafamiliar contra crianças e adolescentes por profissionais de saúde. Cadernos de Saúde Pública 2002; 18 (1):315-319.
- Ferreira AL, Gonçalves HS, Marques MJV et al. A prevenção da violência contra a criança na experiência do Ambulatório de Atendimento à Família: entraves e possibilidades de atuação. Ciência & Saúde Coletiva 1999; 4(1):123-130.
- Macmillan HL, Jamieson E e Walsh CA. Reported contact with child protection services among those reporting child physical and sexual abuse: results from a community survey. Child Abuse & Neglect 2003; 27:1397-1408.
|
|
|
©
Está
expresamente prohibida la redistribución y la redifusión de todo o parte de los
contenidos de la Sociedad Iberoamericana de Información Científica (SIIC) S.A. sin
previo y expreso consentimiento de SIIC. |
|
| |