(especial para SIIC © Derechos reservados)

Autores comunican

Estudios iberoamericanos relevantes descriptos por sus mismos autores. Los trabajos fueron recientemente editados por prestigiosas revistas de la región y el mundo; SIIC las difunde por publicar investigaciones de autores iberoamericanos.

Elizabeth Silaid Muxfeldt *
Autora invitada por SIIC

Contribução para descrever as características clínicas e demográficas de 1 699 pacientes hipertensos

Autores comunican CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS E DEMOGRÁFICAS DE HIPERTENSOS AMBULATORIAIS EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO

Este estudo seccional descritivo entre os hipertensos ambulatoriais do hospital universitário demonstrou um perfil de alto risco cardiovascular e baixo controle da pressão arterial. O Programa de Hipertensão Arterial foi estruturado visando aumentar a adesão da equipe multidisciplinar aos recentes consensos, objetivando um melhor controle dos níveis tensionais como única forma de reduzir a alta morbimortalidade cardiovascular.

* Elizabeth Silaid Muxfeldt
describe para SIIC los aspectos relevantes de su trabajo
DEMOGRAPHIC AND CLINICAL CHARACTERISTICS OF HYPERTENSIVE PATIENTS IN THE INTERNAL MEDICINE OUTPATIENT CLINIC OF A UNIVERSITY HOSPITAL IN RIO DE JANEIRO,
recientemente editado en 
São Paulo Medical Journal,
122(3)87-93, 2004

Institución principal de la investigación
* Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil

Descripción de la investigación

Rio de Janeiro, Brasil (especial para SIIC):
A hipertensão arterial sistêmica é uma doença de alta prevalência (10-44%)1-4 e um dos mais importantes fatores de risco cardiovascular. Assintomática na fase inicial, geralmente é diagnosticada após o aparecimento de complicações, com conseqüente piora da qualidade de vida, maior mortalidade e alto custo para a sociedade. O controle dos níveis tensionais é um desafio mundial e a única forma de garantir a redução da morbimortalidade cardiovascular.
O objetivo deste estudo foi caracterizar o perfil dos hipertensos acompanhados em um ambulatório de Clínica Médica de um Hospital Universitário no Rio de Janeiro - Brasil e descrever o risco cardiovascular desses pacientes, identificando problemas na assistência prestada aos hipertensos graves, visando nortear a implementação de um Programa de Hipertensão Arterial.
Estudo seccional realizado em 1999, cuja população alvo foi composta pelos hipertensos em acompanhamento ambulatorial no Hospital. Os médicos assistentes registraram dados demográficos, fatores de risco cardiovascular, lesões de órgãos alvo, pressão arterial na consulta, terapêutica instituída e avaliação de adesão do paciente ao tratamento.5,6 A distribuição das características dos pacientes foi descrita com médias, desvios-padrão e proporções.
Do total de pacientes que tiveram consulta no período, 24.2% (1 699 pacientes) eram hipertensos, desses, 65% eram mulheres. A idade média foi de 63.9 anos (dp = 11.6). Dislipidemia (49.2%) e diabetes (29.8%) foram os fatores de risco mais freqüentes. O órgão alvo mais atingido foi o coração (46.1%), dentre as lesões cardíacas a hipertrofia ventricular esquerda foi responsável por 33.3% das lesões, doença coronariana por 20.1% e a insuficiência cardíaca congestiva por 10.2%. Na estratificação do risco cardiovascular, 70% dos pacientes foram classificados como de alto risco, compatível com o perfil de assistência de um hospital universitário.
Apesar do tratamento intenso instituído nos pacientes mais graves (19.4% em um regime de 3 ou mais drogas), o controle da pressão arterial foi baixo (27%), sendo que 257 pacientes (15.1%) foram diagnosticados como portadores de hipertensão arterial resistente.7 O regime terapêutico mais utilizado foi IECA como monoterapia (17.0%) ou associado a diurético (15.1%).
Este estudo mostrou a necessidade de: 1. elaboração de uma rotina de diagnóstico e tratamento de hipertensão arterial; 2. melhor estratificação do risco cardiovascular através da implementação de métodos como Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA) e dosagem de microalbuminúria; 3. abordagem multidisciplinar visando o maior controle da pressão arterial e 4. criação de uma unidade de acompanhamento de portadores de hipertensão arterial resistente.7
O controle da pressão arterial é o grande desafio não só no Brasil como também em países desenvolvidos, apontando para a necessidade de desenvolver novas estratégias, a saber: aumentar o acesso aos serviços de saúde para prevenção e tratamento, maior atenção dos médicos em relação às diretrizes estabelecidas de diagnóstico e tratamento de hipertensão e políticas públicas visando a facilitação da implementação de medidas higiênico-dietéticas e terapia medicamentosa.
Faz-se necessário um maior esforço para controlar a pressão arterial, pois só assim será possível reduzir a morbimortalidade cardiovascular.

Elizabeth Silaid Muxfeldt *

Referencias bibliográficas

1. Lessa, I. Epidemiologia da hipertensão arterial sistêmica e da insuficiência cardíaca no Brasil. Revista Brasileira de Hipertensão 2001; 8:383-92.
2. Bloch KV, Klein CH, Silva NAS, Nogueira AR, Campos LHS. Hipertensão arterial e obesidade na Ilha do Governador – Rio de Janeiro. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 1994; 63:17-22.
3. Wolf-Maier K, Cooper RS, Banegas JR et al. Hypertension Prevalence and Blood Pressure Levels in 6 European Countries, Canada, and the United States. JAMA 2003; 289:2363-9.
4. Staessen JA, Kuznetsova T, Stolarz Kt. Hypertension Prevalence and Stroke Mortality Across Populations. JAMA 2003; 289:2420-2.
5. IV Brazilian Guidelines on High Blood Pressure. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2002, 78.
6. The Seventh Report of the Joint National Committee on prevention, detection, evaluation and treatment of high blood pressure. JAMA 2003, 289:2560-72.
7. McAlister FA et al. Resistant hypertension: an overview. Canadian Journal of Cardiology 1996; 12:822-828.

Otros artículos de Elizabeth Silaid Muxfeldt
 
Bloch KV, Salles GF, Muxfeldt ES, Nogueira AR. Orlistat in hypertensive overweight/obese patients: results of a randomized clinical trial. Journal of Hypertension, 2003, 21(11):2159-216.
Muxfeldt ES, Bloch KV, Nogueira AR, Salles GF. Twenty-four hour ambulatory blood pressure monitoring pattern of resistant hypertension. Blood Pressure Monitoring, 2003, 8(5):181-5.

Para comunicarse con Elizabeth Silaid Muxfeldt mencionar a SIIC como referencia:
Rua Conde de Bonfim, 590/601, 20520055, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
Fono: 21 25701374; Fax: 21 32382393
bethmux@email.iis.com.br

Autora invitada
23 de diciembre
, 2004

Descripción aprobada
 30
de enero, 2005

Edición
20 de abril, 2005


Acerca del trabajo completo


DEMOGRAPHIC AND CLINICAL CHARACTERISTICS OF HYPERTENSIVE PATIENTS IN THE INTERNAL MEDICINE OUTPATIENT CLINIC OF A UNIVERSITY HOSPITAL IN RIO DE JANEIRO

Título en portugués
CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS E DEMOGRÁFICAS DOS PACIENTES HIPERTENSOS ACOMPANHADOS NO AMBULATÓRIO DE CLÍNICA MÉDICA DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO

Autores
Elizabeth Silaid Muxfeldt,1 Armando da Rocha Nogueira,2 Gil Fernando Salles,3 Katia Vergetti Bloch4

1 Médica, Universidade Federal do Rio de Janeiro - Hospital Universitário Clementino Fraga, Médica
2 Médico, Hospital Universitário Clementino Fraga Filho - Universidade Federal do Rio de Janeiro, Médico
3 Professor / Médico, Faculdade de Medicina - Universidade Federal do Rio de Janeiro, Professor / Médico
4 Professor / Médico, Faculdade de Medicina - Universidade Federal do Rio de Janeiro, Professor

Acceso a la fuente original
São Paulo Medical Journal

http://scielo.br/spmj

Acceso al texto original completo
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-31802004000300003&tlng=es&lng=en&nrm=iso

Acceso al resumen/ abstract original
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-31802004000300003&tlng=es&lng=en&nrm=iso

Acceso a la cita en Medline
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/entrez/query.fcgi?cmd=Retrieve&db=pubmed&dopt=Abstract&list_uids=15448805

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