(especial para SIIC © Derechos reservados)

Autores comunican

Estudios iberoamericanos relevantes descriptos por sus mismos autores. Los trabajos fueron recientemente editados por prestigiosas revistas de la región y el mundo; SIIC las difunde por publicar investigaciones de autores iberoamericanos.

João Gonçalves Pereira *
Autor invitado por SIIC

Contribuição para a optimização da apropriação antibiótica

Autores comunican UTILIDADE DA PERFUSÃO CONTÍNUA DE ANTIBIÓTICOS

A actividade bactericida depende não só da correcta selecção de antibióticos face aos prováveis microorganismos infectantes (adequação), mas igualmente do emprego de relações concentração-tempo adequadas ao seu perfil farmacodinâmico (apropriação). Nos antibióticos tempo-dependente a perfusão contínua maximiza o efeito bactericida ao possibilitar que a sua concentração esteja permanentemente acima da concentração inibitória mínima bacteriana.

* João Gonçalves Pereira
describe para SIIC los aspectos relevantes de su trabajo 
CONTINUOUS INFUSION ANTIBIOTICS,
recientemente editado en 
Revista Portuguesa de Medicina Intensiva,
13(1)15-19, 2004

Institución principal de la investigación
* Hospital S. José, Lisboa, Portugal

Descripción de la investigación

Lisboa, Portugal (especial para SIIC):
A eficácia antimicrobiana de cada antibiótico depende da sua concentração no local de infecção (determinado pela sua farmacocinética) e da relação entre essa mesma concentração e o seu efeito sobre a bactéria (a farmacodinâmica).
Os antibióticos tempo-dependente, nomeadamente os beta-lactâmicos e os glicopéptidos, exercem um efeito bactericida lento e que depende da sua exposição à bactéria. A partir dum limiar acima da concentração inibitória mínima (MIC) é atingido o efeito bactericida máximo e maiores concentrações apenas aumentam a toxicidade. Paralelamente a interrupção dessa exposição permite a multiplicação imediata do microorganismo.
Estudos in vitro e em modelo animal permitiram determinar o tempo necessário de exposição da bactéria a uma concentração antibiótica acima da MIC para maximizar a eficácia bactericida. Esse tempo é de 40% para os carbapenems, 50% para as cefalosporinas e 60% para as penicilinas. Em modelo de animal neutropénico esse tempo de exposição necessário está muito ampliado (para qualquer destas classes antibióticas).
Por outro lado, em doentes sépticos está aumentado o volume de distribuição dos fármacos (particularmente se ventilados mecanicamente). Assim posologias antibióticas habitualmente eficazes podem ser insuficientes para o controle da infecção. Paralelamente nesses mesmos doentes a disfunção do sistema imunitário (em particular dos neutrófilos e dos macrófagos) aumenta o tempo de exposição necessário da bactéria ao antibiótico para se obter a mesma eficácia bactericida.
A perfusão contínua de antibióticos, em particular das penicilinas, cefalosporinas e vancomicina, tem a potencialidade de permitir obter concentrações antibióticas acima da MIC virtualmente 100% do tempo, com dose total de fármaco igual à da posologia convencional. Desta forma potencialmente pode igualmente contribuir para a diminuição da resposta inflamatória sistémica.
Com esta forma de administração é igualmente mais fácil a adequação posológica à introdução de técnicas de substituição de orgão, em particular renal.
Tem sido sistematicamente demonstrado que a perfusão contínua de antibióticos condiciona concentrações séricas superiores às da posologia intermitente, convencional. Essa diferença pode ser particularmente importante num contexto epidemiológico com elevada prevalência de organismos resistentes ou em doentes particularmente graves, não só pelos motivos já apontados mas igualmente pelo aumento da MIC condicionado pelo efeito de inóculo bacteriano.
A concentração antibiótica pretendida (independentemente do esquema posológico adoptado) depende da MIC bacteriana e igualmente da taxa de penetração do antibiótico no tecido infectado. Por exemplo, a vancomicina tem uma taxa de penetração no tecido pulmonar que é próxima dos 15%. São assim necessárias concentrações séricas próximas de 15 a 20 vezes a MIC bacteriana para obter no tecido pulmonar concentrações bactericidas eficazes deste fármaco. A dificuldade em obter essas concentrações (potencialmente tóxicas) pode ajudar a explicar a alta taxa de mortalidade da pneumonia por Staphylococcus aureus meticilino-resistente.
Em conclusão, apesar da terapêutica antibiótica ser essencial no tratamento do doente séptico, poucos estudos têm abordado a sua forma ideal de administração, sendo a maioria da informação obtida em animais ou voluntários saudáveis.
A perfusão contínua de antibióticos tempo-dependente pode potencialmente, e em particular no doente crítico ou imunodeprimido, aumentar a sua eficácia e diminuir a emergência de resistências.

João Gonçalves Pereira *

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Otros artículos de João Gonçalves Pereira
 
Gonçalves Pereira J. Antibioterapia da pneumonia; A emergência das resistências. Infecções Respiratórias (aceite para publicação).
Gonçalves Pereira J, Bentes de Jesus M. Toxicodependentes internados numa enfermaria de medicina interna: Relato de uma experiência. Medicina Interna; Vol. 11, N.2, 2004.

Para comunicarse con João Gonçalves Pereira mencionar a SIIC como referencia:
R. Soeiros 307, 8º,1500-580, Lisboa, Portugal
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Autor invitado
13 de febrero, 2005

Descripción aprobada
 28 de febrero, 2005

Edición
5 de julio, 2005


Acerca del trabajo completo


CONTINUOUS INFUSION ANTIBIOTICS

Título en portugués
ANTIBIÓTICOS EM PERFUSÃO CONTÍNUA

Autor
João Gonçalves Pereira

Médico, Hospital S. José, Assistente Hospitalar

Clasificado en siicsalud

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 Principal 1
Infectología
 
Principal 2

Conexiones temáticas con

Farmacología, Medicina Interna, Neumonología 

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