(especial para SIIC © Derechos reservados)

Autores comunican

Estudios iberoamericanos relevantes descriptos por sus mismos autores. Los trabajos fueron recientemente editados por prestigiosas revistas de la región y el mundo; SIIC las difunde por publicar investigaciones de autores iberoamericanos.

Carlos Michell Tôrres Santos *
Autor invitado por SIIC

O trabalho busca elucidar o tratamento e diagnóstico da síndrome de Guillain Barré

Autores comunican COMO DIAGNOSTICAR E TRATAR A SÍNDROME DE GUILLAIN BARRÉ

Desde o início do século XIX já havia questionamentos acerca do quadro de enrijecimento associado a uma fraqueza que evoluía por um período curto, seguindo de uma recuperação espontânea. Devido às diversas complicações advindas da síndrome de Guillain-Barré, faz-se necessário uma revisão da patologia e dos métodos terapêuticos nela empregados.

* Carlos Michell Tôrres Santos
describe para SIIC los aspectos relevantes de su trabajo 
GUILLAIN-BARRÉ SYNDROME,
recientemente editado en 
Revista Brasileira de Medicina,
61(10):637-643, 2004

Institución principal de la investigación
* Associação de Ensino e Cultura "Pio Décimo", Aracaju - Sergipe, Brasil

Descripción de la investigación

Aracaju, Brasil (especial para SIIC):
Desde o início do século XIX, pelo escasso conhecimento sobre o sistema nervoso periférico, não se sabia muito sobre o quadro de enrijecimento associado a uma fraqueza que evoluía por um período curto, seguindo de uma recuperação espontânea.1
No final do século XIX, Georges Charles Guillain e Jean-Alexandre Barré estudaram o caso de dois soldados que haviam regressado paralíticos e que posteriormente se recuperaram da afecção.1-4 Daí então, Guillain e Barré juntamente com Strohl fizeram estudos eletrofisiológicos sobre este transtorno relatando um aumento da concentração de proteína cefalorraquidiana sem elevação do número de células. Este descobrimento foi considerado muito importante para a época, auxiliando na diferenciação da sífilis, tuberculose, neuropatias e poliomielite.1-4
A síndrome de Guillain-Barré (SGB) atualmente é definida como uma polirradiculoneuropatia desmielinizante inflamatória aguda5-10 com transtorno desmielinizante dos nervos periféricos, do tipo monofásico que apresenta regressão espontânea,2,11 sendo uma enfermidade auto-imune12,13 desencadeada por uma infecção viral ou bacteriana caracterizando-se por apresentar paralisia flácida associada à arreflexia, transtornos sensoriais variados e elevação das proteínas do LCR.14
A incidência global anual desta patologia é de 1.7:100 000, menor nos menores de 18 anos (0.8:100 000) e maior nos maiores de 60 anos (2:100 000) 15. Apesar de apresentar-se em qualquer idade, possui um pico de maior incidência entre a quinta e a oitava década de vida,11 sendo mais freqüente em homens (2.3:100 000) do que em mulheres (1.2:100 000), bem como em sujeitos de raça branca.11,16,17 Não há vínculo nenhum com fatores do tipo ocupacional ou hereditário, embora pareça haver associação com certas vacinas, infecções virais ou enterites causadas por Campylobacter jejuni.4,7,11,15,18
Os sinais clínicos podem aparecer de formas variadas, tanto do ponto de vista semiológico quanto da gravidade da afecção e de sua evolução. O transtorno clássico é dado, habitualmente, por uma polineuropatia motora ascendente, precedida de sintomatologia sensitiva e subjetiva, que por sua vez é acompanhada de arreflexia e dor nos membros inferiores e costas, mantendo preservadas as funções esfincterianas de um modo geral.19,20
A evolução da SGB é melhor na criança e em geral as seqüelas são leves e representadas através de fraqueza distal dos membros inferiores, pés cavos e tremor das mãos. A debilidade poderá persistir por vários anos, influenciando em uma diminuição na velocidade de condução nervosa e na amplitude do potencial motor distal.11,21 A maior afecção clínica, definida através do grau de lesão axonal e não da intensidade desmielinização, constitui o fator de pior prognóstico,22 no entanto, nem todos os autores afirmam que a forma axonal das crianças evolui de modo menos satisfatório.23-25
É evidente a importância de uma terapêutica holística e precoce acerca do paciente portador da SGB para que, mesmo sabendo que esta patologia possui regressão espontânea, haja uma aceleração e uma potencialização da reabilitação do paciente, minimizando assim suas seqüelas.

Carlos Michell Tôrres Santos *

Referencias bibliográficas

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19. Asbury AK, Cornblath DR. Assessment of current diagnostic criteria for Guillain-Barré syndrome. Ann Neurol 1990; 27:S21-S24.
20. McKhann GM. Guillain-Barré syndrome: clinical and therapeutic observations. Ann Neurol 1990; 27:S13-S16.
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23. Ho TW, Li CY, Cornblath DR, Gao CY, Asbury AK, Griffin JW, McKhann GM. Patterns of recovery in the Guillain-Barre syndrome. Neurology 1997; 48:695-700.
24. Kuwabara S, Yuki N, Koga M, Hattori T, Matsuura D, Miyake M, Noda M. IgG anti GM1 antibody is associated with reversible conduction failure and axonal degeneration in GuillainBarré syndrome. Ann Neurol 1998; 44:202-208.
25. Kuwabara S, Mori M, Ogawara K, Hattoti T, Yuki N. Indicators of rapid clinical recovery in Guillain-Barre syndrome. J Neurol Neurosurg Psychiatry 2001; 70:760-762.

Otros artículos de Carlos Michell Tôrres Santos
 
Pereira CU, Tôrres Santos CM, Silva Monteiro JT, Santos EA. Abordagem da cefaléia nos idosos. Revista Brasileira de Clínica e Terapêutica, São Paulo, v. 30, n. 1, p. 04-13, 2004.
Pereira CU, Tôrres Santos CM, Santos EA. Tratamento medicamentoso da espasticidade. Jornal Brasileiro de Neurocirurgia, Rio de Janeiro, v. 14, n. 2, p. 55-59, 2003.

Para comunicarse con Carlos Michell Tôrres Santos mencionar a SIIC como referencia:
Avenida Cezartina Regis Nº 134. Conjunto Sol Nascente, 49095100, Aracaju, Sergipe, Brasil
Fono: 79 2471085; Fax: 79 2141244
michellfisio@hotmail.com

Autor invitado
13 de febrero
, 2005

Descripción aprobada
 
3 de marzo, 2005

Edición
19 de julio, 2005


Acerca del trabajo completo


GUILLAIN-BARRÉ SYNDROME

Título en portugués
SÍNDROME DE GUILLAIN-BARRÉ

Autores
Carlos Michell Tôrres Santos,1 Carlos Umberto Pereira,2 Aníbal de Araújo Morais,3 Milena de Souza Dantas,4 Egmond Alves Silva Santos,5 João Tiago Silva Monteiro6

1 Fisioterapeuta, Associação de Ensino e Cultura "Pio Décimo", Professor do Departamento de Psicologia
2 Médico, Universidade Federal de Sergipe, Professor do Departamento de Medicina
3 Fisioterapeuta, Universidade Tiradentes, Professor do Departamento de Fisioterapia
4 Fisioterapeuta
5 Médico
6 Médico

Acceso a la fuente original
Revista Brasileira de Medicina

http://cibersaude.com.br/revistas.asp?fase=r002&id_edicao

Acceso al texto original completo
http://cibersaude.com.br/revistas.asp?fase=r002&id_edicao=370

Acceso al resumen/ abstract original
http://cibersaude.com.br/revistas.asp?fase=r002&id_edicao=370

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