(especial para SIIC © Derechos reservados)

Crónicas de autores

Estudios iberoamericanos relevantes descriptos por sus mismos autores. Los trabajos fueron recientemente editados por prestigiosas revistas de la región y el mundo; SIIC las difunde por publicar investigaciones de autores iberoamericanos.

Marcia Carrinho *
Autora invitada por SIIC

Autores comunican ECOCARDIOGRAFIA DE CONTRASTE EM PACIENTES COM DOENÇA ARTERIAL CORONARIANA. COMPARAÇÃO COM A CINTILOGRAFIA MIOCÁRDICA

Existe uma ótima concordância entre a ecocardiografia de contraste miocárdico e a cintilografia miocárdica na avaliação de pacientes com doença arterial coronariana. A ecocardiografia com contraste um método recente, podendo representar uma boa alternativa à avaliação da perfusão miocárdica.

* Marcia Carrinho
describe para SIIC los aspectos relevantes de su trabajo 
MYOCARDIAL CONTRAST ECHOCARDIOGRAPHY IN PATIENTS WITH SUSPECTED OR KNOWN CORONARY ARTERY DISEASE. COMPARISON WITH MYOCARDIAL CONTRAST ECHOCARDIOGRAPHY,
recientemente editado en 
Arquivos Brasileiros de Cardiologia,
83(5):414-418, 2004

Institución principal de la investigación
* Ecor Centro de Diagnostico Cardiovascular, Rio de Janeiro, Brasil

Descripción de la investigación

Rio de Janeiro, Brasil (especial para SIIC):
Estudo longitudinal, prospectivo, onde 125 pacientes consecutivos com doença arterial coronariana suspeita ou conhecida, foram estudados com ecocardiografia de contraste miocárdico e cintilografia miocárdica com radioisótopos, num período máximo de 4 semanas entre eles.
Para a ecocardiografia o contraste utilizado foi o PESDA com imagens em segunda harmônica e com intermitência de 1:1. As imagens foram obtidas em repouso e após a injeção em bolus de adenosina. O exame cintilográfico foi realizado 99m Tc- sestamibi SPECT, associado a estresse com dipiridamol. Em cada paciente as paredes do ventrículo esquerdo foram divididas em três territórios ou leitos coronarianos.
A concordância global entre os exames por paciente foi de 84.8% (106/125 pacientes). A concordância global por territórios coronarianos foi de 91.2% (342/375 territórios.) A avaliação da concordância para cada território não mostrou significância estatística e foi de 87.2% para artéria descendente anterior, 93.6% para artéria coronária direita e 92.8% para artéria circunflexa.
O presente trabalho utilizou o protocolo desenvolvido por MORCERF et al, utilizando a administração de adenosina “em bolus”. Esse protocolo apresenta sensibilidade de 91.7% e especificidade de 98.6%, com excelente concordância intra e inter-observador (k = 0.94 e k = 0.91 respectivamente). O uso do contraste em infusão contínua propicia maior tempo para o ajuste da imagem inicial, na tentativa de suprimir ao máximo os artefatos inerentes ao estudo ecocardiográfico com contraste. Além disso, o uso de adenosina “em bolus” causa efeito em curto espaço de tempo, facilitando a manutenção dos mesmos ajustes de aparelhagem, mesma velocidade de infusão do contraste e uma rápida comparação com a imagem basal. A característica que diferencia esse protocolo e poderia justificar a alta concordância nos territórios, é o fato de haver um padrão de normalidade esperado para a administração da adenosina, que é o grande aumento da intensidade do contraste, passível de ser detectado visualmente, nas áreas sem obstrução ou com obstrução não crítica. Assim, mesmo quando há heterogeneidade de perfusão em repouso, devido à presença de artefatos, havendo aumento da intensidade do contraste após adenosina, a perfusão é considerada normal já que a reserva de fluxo coronariano está preservada.
A forma de administração da adenosina não trouxe complicações e/ou riscos adicionais aos exames. Os efeitos colaterais relacionados à administração da adenosina - sensação de calor facial, desconforto torácico e cefaléia – foram relatados em menos de 10% dos exames.
Embora sem significância estatística, houve uma discreta diminuição de concordância entre ECM e CM quando o leito perfusional de DA foi analisado O único fator encontrado para justificar esse dado foi a maior incidência, entre as discordâncias nesse território, de pacientes com BCRE, um conhecido fator de falso-positivo nos exames de cintilografia. Nos 16 exames discordantes nos territórios de DA, 5 apresentavam BCRE.
Um melhor entendimento das discordâncias é importante. Em princípio se compara os resultados da ECM em relação a CM, considerado como “gold-standard”, porém não é possível saber qual dos dois métodos tem a informação correta já que a cintilografia também possui resultados falso-positivos.

Marcia Carrinho *

Referencias bibliográficas

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Para comunicarse con Marcia Carrinho mencionar a SIIC como referencia:
Rua Barata Ribeiro, 432/201, 22040000, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
Fono: 21 22567753; Fax: 21 22862329
mcarrinho@cardiol.br

Autora invitada
20
de enero, 2005

Descripción aprobada
 25 de marzo, 2005

Edición
26 de julio, 2005


Acerca del trabajo completo


MYOCARDIAL CONTRAST ECHOCARDIOGRAPHY IN PATIENTS WITH SUSPECTED OR KNOWN CORONARY ARTERY DISEASE. COMPARISON WITH MYOCARDIAL CONTRAST ECHOCARDIOGRAPHY

Título en portugués
ECOCARDIOGRAFIA DE CONTRASTE MIOCÁRDICO EM PACIENTES COM DOENÇA ARTERIAL CORONARIANA SUSPEITA OU CONHECIDA. COMPARAÇÃO COM A CINTILOGRAFIA MIOCÁRDICA.

Autores
Marcia Carrinho,1 Alvaro Moraes,2 Fernando Morcerf,3 Caio Medeiros,4 Marcia Castier,5 Luis Jose Romeo6

1 Medica, Ecor Ecocardiografia e Universidade Federal Fluminense, Medica Assistente
2 Medico, Ecor Centro de Diagnostico Cardiovascular, Diretor Cientifico
3 Medico, Ecor Centro de Diagnostico Cardiovascular, Diretor Presidente
4 Medico, Ecor Centro de Diagnostico Cardiovascular, Medico Assistente
5 Medica, Ecor Centro de Diagnostico Cardiovascular, Medica Assistente
6 Medico, Universidade Federal Fluminense, Diretor do Curso de Mestrado

Acceso a la fuente original
Arquivos Brasileiros de Cardiologia

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