PERFURAÇÃO DA LUVA CIRÚRGICA EM OBSTETRÍCIA E GINECOLOGIA
|
(especial para SIIC © Derechos reservados) |
|
Apesar da freqüência relativamente alta de perfuração da luva cirúrgica, obstetras não apresentam menor risco de perfuração de luvas cirúrgicas que ginecologistas |
participó en la investigación
Paulo Rossi Menezes*
*Livre Docente. Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
|
|
Recepción del artículo: 16 de Noviembre, 2004
|
|
Aprobación: 27 de Diciembre, 2004
|
Resumen
Objetivos: A proposta desta investigação foi comparar a frequência de perfuração da luva cirúrgica em procedimentos de obstetrícia e ginecologia. Comparou-se também a percepção do ginecologista e do obstetra sobre o evento. Método: Realizou-se estudo de corte transversal, no período de março a outubro de 1997, em hospital privado em Osasco, São Paulo. 965 pares de luvas utilizadas nos procedimentos cirúrgicos de ginecologia e obstetrícia foram examinadas para verificar a existência de perfuração. Ao final das cirurgias as luvas eram testadas, através do enchimento com água e suave compressão, para verificação de vazamentos. Na ocasião, pessoas treinadas perguntavam ao cirurgião sobre sua percepção de possíveis furos na luva cirúrgica, durante o período intra-operatório. A percepção dos cirurgiões quanto ao acidente foi comparada entre os dois grupos. Resultados: Ocorreu perfuração da luva cirúrgica em 20.8% das 817 luvas usadas em procedimentos obstétricos e em 24.4% das 131 usadas em procedimentos ginecológicos. Não houve diferença significativa entre os dois grupos (p = 0.35). As proporções de percepção de acidente com as luvas entre obstetras e ginecologistas foram de 30.6% e 37.5%, respectivamente (p = 0.44). Conclusões: Apesar da freqüência relativamente alta de perfuração da luva cirúrgica, obstetras não apresentam menor risco de perfuração de luvas cirúrgicas que ginecologistas. Do mesmo modo, não houve diferenças na percepção do acidente entre os dois grupos de profissionais.
Palabras clave
Luvas cirúrgicas, ginecologia-obstetrícia, lesões por agulha
Clasificación en siicsalud
Artículos originales> Expertos de Iberoamérica>
página www.siicsalud.com/des/des044/05804003.htm
Especialidades
Principal: Cirugía General
Relacionadas: Medicina Interna
Enviar
correspondencia a: Faisal-Cury, Alexandre, , Rua Dr.
Mário Ferraz 135/32, São Paulo,
Brasil.
Artículo completo (portugués)
Extensión:
+/- 6.03 páginas impresas en papel A4
Exclusivo para suscriptores/ assinantes |
Bibliografía del artículo
- Geelhoed GW. The pre-Halstedian and post-Halstedian history of the surgical rubber glove. Surg Gynecol Obste 1988;167:350-6.
- Welch J, Webster M, Tilzey AJ, Noah ND, Banatvala JE. Hepatitis B infection after gynaecological surgery. Lancet, 1989 1:8631, 205-7.
- Mujeeb SA, Khari Y, Khanani R. Frequency of parental exposure and seroprevalence of HBV, HBC and HIV among operation room personnel. J Hosp Infect 38:133-137, 1998.
- Sim AJW, Dudley HAF. Surgeons and HIV. Br Med J 1988; 296, 80.
- McGray E. Occupational risk of the acquired immunodeficiency syndrome among health care workers. New Engl J Med 317:1125-1135, 1987.
- Dodds RD, Guy PJ, Peacock AM, Duffy SR, Barker SG, Thomas MH. Surgical glove perforation. Br J Surg 1988; 75:10, 966-8.
- Turnquest MA, How HY, Allen SA, Voss DH, Spinnato JA. Perforation rate using a single pair of orthopedic gloves vs. a double pair of gloves in obstetrics cases. J Matern Fetal Med 1996; 5:362-5.
- Cole RP, Gault DT. Glove perforation during plastic surgery. BrJ Plast Surg 1989; 42:4, 481-3.
- Arena B, Maffulli N, Vocaturo I, Scognamiglio G. Incidence of glove perforation during episiotomy repair. Arch Gynecol Obstet 1992; 251:3, 111-4.
- Doyle PM, Alvi S, Johanson R. The effectiveness of double-gloving in obstetrics and gynaecology. Br J Obstet Gynaecol 1992; 99, 83-4.
- Gunasekera PC, Fernando RJ, De Silva KK. Glove failure: an occupational hazard of surgeons in a developing country. J R Coll Surg Edinb 1997; 42:2, 95-7.
- Serrano WC, Wright JW, Newton ER. Surgical glove perforation in obstetrics Obstet Gynecol 1991; 77:4, 525-8.
- Bennett B, Duff P. The effect of double gloving on frequency of glove perforations Obstet Gynecol 1991; 78:1019-21.
- Cohn GM, Seifer DB. Blood exposure in single versus double gloving during pelvic surgery. Am J Obstet Gynecol 1990; 162:715-7.
- Murta EFC, CS Silva, Júnior OR. Frequency of glove perforation and the proctective effect of double gloves in gynecological surgery. Arch Obstet Gynecol 268 (2):82-4, 2003.
- Malhotra M, Sharma JB, Wadhwa L, Arora R. Prospective study of glove perforation in obstetrical and gynecological operations: Are we safe enough J Obst Gynaecol Res 2004, 30(4):319-23.
- Arena B, Maffulli N, Vocaturo I, Scognamiglio G. Incidence of glove perforation during caesarean section. Ann Chir Gynaecol 1991; 80:4, 377-80.
- Doyle A. Warning about nonsterile rubber gloves. N Engl J Med. 1988, 319:1485.
- Kovavisarach E, Jaravechson S. Comparison of perforation between single and double-gloving in perineorrhaphy after vaginal delivery: a randomized controlled study. Aust N Z J Obstet Gynaecol. 1998;38(1):58-60.
- Kovavisarach E, Vanitchanon. Perforation in single and double-gloving methods for cesarean section. Int J Gynecol Obstet 1999;67(3):157-1.
- Kovavisarach E, Seedadee C. Randomised controlled trial of glove perforation in single and double-gloving methods in gynaecologic surgery. Aust N Z J Obstet Gynaecol. 2002;42(5):519-21.
- Eckford SD, James M, Jackson SR, Hamer AJ, Browning JJ. Detection of glove puncture and skin contamination during cesarean section. Br J Obstet Gynaecol 1997; 104:10, 1209-11.
- O’Connor AG. Glove puncture during operation. Nurs Times 1984; 80 (sup); 5-6.
- Jamal A, Wilkinson S. ANZ Journal of Surgery 2003, 73(3):140-46.
- Yancey MK, Clark P, Duff P. The frequency of glove contamination during cesarean delivery Obstet Gynecol 1994, 83:4, 538-42.
- Dodds RD, Barker SG, Morgan NH, Donaldson DR, Thomas MH. Self protection in surgery: the use of double gloves. Br J Surg 1990; 77:2, 219-20.
|
|
|
©
Está
expresamente prohibida la redistribución y la redifusión de todo o parte de los
contenidos de la Sociedad Iberoamericana de Información Científica (SIIC) S.A. sin
previo y expreso consentimiento de SIIC. |
|
| |