(especial para SIIC © Derechos reservados)

Crónicas de autores

Estudios iberoamericanos relevantes descriptos por sus mismos autores. Los trabajos fueron recientemente editados por prestigiosas revistas de la región y el mundo; SIIC las difunde por publicar investigaciones de autores iberoamericanos.

Mary Uchiyama Nakamura *
Autora invitada por SIIC

O trabalho contribui para observar os aspectos epidemiológicos do tabagismo na gestação

Autores comunican REPERCUSSÕES OBSTÉTRICAS E PERINATAIS DO TABAGISMO (ATIVO E/OU PASSIVO) NA GRAVIDEZ

Observou-se elevada incidência de tabagismo na gravidez (55.7%) incluindo fumantes ativas e/ou passivas. O tabagismo ativo associado ou não ao passivo acarretou freqüência maior de abortos prévios e de recém-nascidos de baixo peso. Os prejuízos materno-fetais causados pelo cigarro devem ser enfatizados durante o pré-natal, período oportuno para campanhas antitabagistas.

* Mary Uchiyama Nakamura
describe para SIIC los aspectos relevantes de su trabajo 
Obstetric and perinatal effects of (active and/or passive)smoking during pregnancy,
recientemente editado en 
São Paulo Medical Journal,
122(3)94-8, 2004

Institución principal de la investigación
* Hospital Municipal Vereador José Storópolli, São Paulo, Brasil

Descripción de la investigación

São Paulo, Brasil (especial para SIIC):
No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que um terço dos adultos fumam e que as mulheres representam uma parcela bastante significativa. Noventa por cento delas tornam-se dependentes precocemente, entre 15 e 19 anos, com pico de incidência entre 20 e 49 anos, período reprodutivo. O maior consumo é registrado entre brasileiras das classes sócio-econômica e cultural menos favorecidas.
Nas últimas décadas eleva-se o interesse em saúde pública no que concerne à análise dos malefícios causados às pessoas não tabagistas que, no entanto, inalam fumaça de cigarro ambiental - fumantes passivos -, e revelam que apresentam risco aumentado de desenvolver câncer pulmonar.
No ciclo gravídico-puerperal sabe-se que o hábito de fumar eleva os índices de abortamento, gestação ectópica, crescimento fetal restrito (intercorrência dose-dependente), amniorrexe prematura, prematuridade, óbito fetal, concepto de baixo peso e de comprometimento da vitalidade ao nascer. Entretanto, repercussão do tabagismo passivo em serviços de pré-natal tem sido pouco enfatizada.
Diante disso, objetivamos avaliar as principais repercussões obstétricas e perinatais do tabagismo ativo, passivo ou misto, na maternidade de um serviço público, em São Paulo.
Foram entrevistadas 758 pacientes sobre o tabagismo previamente à alta da maternidade. O grupo de estudo constituiu-se de 42 fumantes ativas, 272 passivas e 108 que associavam as duas condições anteriores, enquanto o grupo controle incluiu 336 mulheres não fumantes. Observou-se elevada incidência de tabagismo na gravidez (55.7%) incluindo fumantes ativas (5.5%), passivas (35.9%) e ativas mais passivas (14.3%). As pacientes dos grupos fumantes ativas e ativas mais passivas mostraram-se com idade (cerca de 3.5 anos superior) e paridade superiores em relação às não fumantes e fumantes passivas. Estas últimas eram primíparas numa proporção 20% superior àquelas. Quanto à escolaridade, as fumantes ativas apresentavam menor grau de instrução. Embora não tenha sido observada maior incidência de abortamento na gestação atual, as fumantes ativas apresentavam freqüência de abortos prévios estatisticamente superior. Cionquenta porcento delas relataram antecedente de curetagem anterior, enquanto que nas não fumantes, esta ocorrência foi de 20%. Quanto à via de parto, não observamos diferença significante em relação à incidência de cesárea (cerca de 20%) nos diferentes grupos analisados. As médias e os desvios-padrão da idade gestacional (cerca de 38 semanas), no parto, não mostraram diferença estatisticamente significante. A incidência de recém-nascidos de baixo peso foi significantemente maior nos grupos de fumantes ativas (8.1%) e ativas mais passivas (16.7%). Em relação à adequação do peso para a idade gestacional, não observamos significância estatística na amostra analisada. Em todas as variáveis, consideramos p < 0.05, critério para a significância estatística.
As influências do tabagismo materno no feto abrem um capítulo à parte em relação às conseqüências do fumo sobre a saúde. O concepto não é um fumante passivo qualquer que inala fumaça de cigarro involuntariamente em um ambiente aéreo, é um ser altamente vulnerável, numa fase de risco para o seu desenvolvimento. A gestante quando fuma não expõe seu feto apenas aos componentes da fumaça do cigarro que cruzam a placenta, mas também a alterações na oxigenação e metabolismo placentários e a mudanças no seu próprio metabolismo secundárias ao tabagismo.
Os prejuízos do tabagismo ativo e passivo devem ser enfatizados à gestante durante o pré-natal, período oportuno para a realização de campanhas antitabagistas mais efetivas.

Mary Uchiyama Nakamura *

Referencias bibliográficas

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Para comunicarse con Mary Uchiyama Nakamura mencionar a SIIC como referencia:
Rua Napoleão de Barros, 715 8º Andar, 04023900, São Paulo, Brasil
Fono: 11 55722605; Fax: 11 55722605
mary.toco@epm.br

Autora invitada
13 de febrero, 2005

Descripción aprobada
 8 de marzo, 2005

Edición
16 de septiembre, 2005


Acerca del trabajo completo


Obstetric and perinatal effects of (active and/or passive)smoking during pregnancy

Título en portugués
Repercussões obstétricas e perinatais do tabagismo (ativo e passivo) na gravidez

Autores
Mary Uchiyama Nakamura,1 Sandra Maria Alexandre,2 Jorge Francisco Kuhn Dos Santos,3 Eduardo De Souza,4 Nelson Sass,5 Anna Paula Auritscher Beck,6 Evelyn Trayna,7 Carla Maria De Araújo Andrade,8 Teresa Barroso9

1 Médica, Universidade Federal de São Paulo, Professora Adjunta
2 Médico,
Universidade Federal de São Paulo - Unifesp, Chefe da Disciplina de Obstetrícia
3 Médico,
Universidade Federal de São Paulo - Unifesp, Docente
4 Médico,
Universidade Federal de São Paulo - Unifesp, Docente
5 Médico,
Universidade Federal de São Paulo - Unifesp, Vice-coordenador do Programa de Pós-grado
6 Médico,
Universidade Federal de São Paulo - Unifesp, Pós-graduando
7 Médico,
Universidade Federal de São Paulo - Unifesp, Pós-graduando
8 Médico,
Universidade Federal de São Paulo, Pós-graduando
9 Médico,
Universidade Federal de São Paulo - Unifesp, Médico

Acceso a la fuente original
São Paulo Medical Journal

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